Recid

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Willian Bonfim

Willian Bonfim

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Dias 20 e 21, o Centro de Formação Vicente Cañas, em Luziânia-GO, se tornou espaço de debate do modelo de desenvolvimento em curso no Brasil, do qual participaram cerca de 100 lideranças representando 40 movimentos sociais brasileiros, no Seminário: Brasil, questões e desafios atuais. Esta atividade é fruto do planejamento 2011 da Recid e foi organizado coletivamente em parceria com as organizações socais.

“Entender para lutar, lutar para entender”, com esta frase Graciela Rodrigues, da Rede Brasileira pela integração dos povos (Rebrip), chamou a atenção para a importância de fazer a ligação entre teoria e prática de forma permanente, na primeira Grande Roda de Diálogo que discutiu o modelo de desenvolvimento em curso no Brasil.

Em função da sua experiência, no acompanhamento às relações internacionais do Brasil, ela chamou a atenção sobre a necessidade de compreender que condicionantes, no âmbito global, vão determinar e interferir na política brasileira. Segundo ela, num mundo globalizado, os países estão cada vez mais condicionados pelo sistema econômico.

Visão com a qual concordou João Pedro Stédile, da coordenação do Movimento Sem Terra. Para ele, no Brasil a economia é completamente dependente e subordinada ao capital financeiro internacional, que tem o poder de decidir os rumos da política e da economia. Em sua análise, o governo, neste cenário, tem pouca autonomia para tomar decisões.

Para Stédile, o governo Dilma, como herdeiro do governo Lula, tem a mesma natureza de composição de classes. “No governo Dilma tem desde os capitalistas financeiros até os trabalhadores mais empobrecidos”, disse, ressaltando que isso gera uma conformação onde há múltiplos interesses e conflitos em disputa.

João Pedro ressaltou aspectos importantes do neodesenvolvimentismo em curso no Brasil (priorizar o Estado ao mercado; direcionar dinheiro público para investimentos públicos; fazer distribuição de renda via programas de transferência como o Bolsa Família). Contudo, ele disse que este modelo é insuficiente para resolver os problemas mais estruturantes do povo brasileiro.

O Governo Dilma, em sua avaliação, tem pela frente quatro grandes desafios: a) o superávit primário; b) a dependência da China; c) a fuga de capitais; d) a taxa de juros praticada no Brasil. “A taxa de juros paga pelo povo brasileiro de mais de 45% é irracional”, afirmou.

Neste cenário, disse Stédile, os desafios colocados para a classe trabalhadora são reforçar o trabalho de base e a conscientização, conforme a inspiração inicial de Frei Betto, sobre o trabalho do Talher/Recid; estimular as lutas sociais; ampliar os espaços de formação política e ideológica; e investir na formação da juventude, como o ator que fará as mudanças necessárias.

O professor do Instituto de Economia da UFRJ, João Sicsú, ressaltou, em sua análise, que o Brasil fez um desenvolvimento significativo nos últimos anos. E fundamentou a afirmação com alguns dados: o aumento de 60% em termos reais do salário mínimo; a criação, no último ano, de 1.400 milhão de empregos com carteira assinada; a ascensão de 40 milhões de famílias à classe média.

O economista destacou que esses resultados foram fruto de uma mudança de rumo do governo Lula, particularmente, no final de 2005 e 2006, rumo à perspectiva neodesenvolvimentista. Por outro lado, Sicsú afirmou que um projeto de desenvolvimento não pode ser elaborado e decidido apenas dentro dos gabinetes e universidades. “Um projeto nacional precisa ser construído pela sociedade; não é apenas uma equação econômica, mas política”, disse.

Os/as educadores/as e os militantes sociais, à tarde, se encontraram nos Círculos de Cultura para aprofundar e debater outros eixos identificados na preparação da atividade: Brasil sem pobreza e miséria; Democracia e reforma do sistema político; Educação popular, movimentos sociais e políticas públicas. O grupo também organizou uma animada noite cultural.



Ontem pela manhã (16/08/2011) o Santuário dos Pajés acordou com os tratores destruindo sua área. Emplavi e Brasal derrubam indicriminadamente o cerrado do Santuário e recebem escolta de dois ônibus da PM e de fiscais da Terracap.

Cerca de 40 homens entraram dia 31/08 na comunidade de Resina, em Brejo Grande, Sergipe, para destruírem plantações e quebrarem as cercas que demarcam o território
quilombola recém-criado e que abriga mais de 50 famílias de pescadores. A ação capitaneada pelo fazendeiro Josan Góes demonstra o acirramento dos conflitos por terra, desde que o INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) iniciou a demarcaçà£o da área de 174 hectares, no ano de 2010.

A importância da organização produtiva, econômica e social dos agricultores familiares e trabalhadores rurais foi a tônica da abertura
do III Congresso Brasileiro da União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes), na manhã da última
terça-feira (19) em Brasília (DF).

Nos dias 16 e 17 de agosto Brasília estará florida. As Margaridas, as decididas, estaremos reunidas. Durante dois dias, o Parque da Cidade, localizado no Plano Piloto de Brasília, será preparado para receber as mulheres que irão participar da Marcha das Margaridas. As Margaridas também estarão presentes no Congresso Nacional.

Cerca de 700 educadores/as populares participaram do 9º Fórum de Educação Popular do Oeste Paulista (Frepop) realizado em Lins-SP, de 19 a 23 de julho, em torno do tema: “Educação Popular: um projeto político e social em construção no Brasil e na América Latina, um outro mundo possível’. 

No terreno simbólico, quanto mais os povos vão tornando-se conscientes da prática cada vez mais hegemônica do jornalismo delinqüente, como agora se revela pelo fechamento do jornal News of the World, na Inglaterra, a Telesur caminha conquistando credibilidade consolidando um jornalismo de missão pública. A emissora vem conseguindo cada vez mais visibilidade mundialmente, comprovando o acerto de uma decisão que era considerada visionária, e vai levando na prática jornalística o seu lema “Nosso norte é o sul”.
Sex, 22 de Julho de 2011 01:01

De autoestima, conhecimento e bem-viver

Seis da manhã, julho, frio de racharou de renguear cusco, como diria o gaúcho, uma neblina branca, densa, como sefosse no Rio Grande do Sul, vou para a biblioteca da Escola FlorestanFernandes, em Guararema, São Paulo. Encontro uns 20 jovens e lideranças doscursos regulares do MST, livro à frente, estudando aplicadamente. Lembrei-medos tempos de Seminário em Taquari, RS, quando, depois da ginástica matinal e damissa, e antes do café, tínhamos uma hora de leitura e estudo preparando o dia.

Realizou-se nos dias 27 a 30/06 e 01/072011 a Oficina Nacional Metodológica de Assessoria Técnica a Empreendimentos da Economia Solidária em Brasília-DF. Os objetivos da Oficina foram: Socializar metodologias voltadas para assessoria técnica aos empreendimentos da economia solidária e articular ações de educação e economia solidária com outros movimentos populares e sociais, bem como entre os projetos voltados para a economia solidária.

No periodo de 04 a 08 de Julho realizaremos em SERGIPE o Curso “Educação Popular Hoje: Possibilidades e Desafios”. Este acontecerá no Centro de Formação Territorial Ana Patrícia, localizado no Povoado Lagoa Redondo no Municipio de Porto da Folha-SE, com assessoria de Ranufo Peloso do Centro de Educação Popular do Instituto Sedes Sapientiae.

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