O ano de 2011 foi marcado por muitas atividades no Centro Maria Mariá, que de modo especial gostaríamos de partilhar os ciclos de seminários envolvendo a cultura Hip Hop que é um espaço majoritariamente masculino junto com a discussão de gênero nos colégios da rede pública municipal aqui no distrito do Jardim Ângela patrocinado pelo programa VAI da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo o qual nos possibilitou trabalhar com mais dedicação a tarefa de formação visto que o financeiro tinha este respaldo.
Estas poucas linhas que estamos escrevendo são muito mais no sentido de compreensão das pedras e flores encontradas no caminho da nossa participação no VAI onde tentamos vivenciar e partilhar o que entendemos como metodologia popular crítica, o que para nós em muitos momentos foi nos apresentando montanhas de tão altas que eram as pedras. Tivemos como objetivo, resgatar a cidadania, os direitos humanos, os direitos da mulher e os sentimentos de solidariedade e identidade entre os grupos de jovens da comunidade. Tivemos como pretensão realizar ações preventivas contra a violência de gênero e o risco da criminalização das mulheres. O que ocorreu através da discussão de gênero trazendo junto o elemento Hip Hop na intenção de integrar a juventude com a qual escolhemos dialogar.
Vivemos no decorrer das atividades uma fase em que, mais do que outra qualquer tivemos a necessidade de demonstrar o que de fato acreditamos e confiamos ser um caminho possível para a realização concreta da formação em gênero, porém nos deparamos com um público engessado de pensamentos e atitudes, onde buscamos demonstrar que estávamos abertos para o diálogo em busca da superação de situações limites as quais estes jovens nos trouxeram.
Porém como todo desafio, este nos trouxe algumas dificuldades, a emergência polêmica cultural em torno da natureza e função da mulher na sociedade provocou uma nova ótica de ressignificação da sexualidade humana.
Apesar da ocorrência de todas as transformações, no século passado, nas relações de gênero, ainda hoje persiste o quadro de “dominação masculina”. As discussões de gênero implicam em admitir normas, valores, percepções e representações que acompanham a vida de cada sujeito, legitimando sua identidade numa relação de diferentes hierarquias.
A complexidade e pluralidade das identidades subjetivas e dos questionamentos das lógicas de poder e de dominação, expressas nos sistemas de gênero, costumam questionar a naturalização que justifica as desigualdades sociais entre homens e mulheres. Isto implica em admitir que além dos fatores biológicos, psíquicos e sociais, outros aspectos podem interferir no desenvolvimento e expressão da sexualidade individual e coletiva.
Mas também as flores estiveram presentes neste período quando por vezes sentamos enquanto equipe organizadora e dialogamos sobre as expectativas e dificuldades e conseguimos dar passos significativos, na discussão com a propriedade da metodologia da educação popular crítica. Parece pequeno esse nosso buquê, mas as flores do entendimento e do diálogo que pudemos colher nos reanimaram ainda mais para irmos em busca de novos desafios que é manter este diálogo com os jovens para periferia.
Porém neste momento, seguimos agora com novos desafios que são discutir sobre a prevenção da dependência química dos jovens e adultos, desenvolvermos meios de comunicação acessíveis a população e junto continuarmos fazendo a discussão de gênero. É importante as sementes lançadas a terra que nós pretendemos cuidar no sentido de estarmos o mais próximo possível das realidades locais na busca da superação das situações limites desses jovens e adultos no intuito de construir caminhos possíveis para trabalharmos para que como já dizia Paulo Freire “Não cabe os opressores libertar os oprimidos, mas os oprimidos libertarem a si mesmo e aos opressores”.
Suzy Torres - Centro Maria Mariá
RECID/SP - Educadora Popular/Terapeuta Holística - SP
Fonte: Xingu Vivo
Autor:Ruy Sposati
As primeiras intervenções de maior porte no Rio Xingu, relacionadas à construção de Belo Monte, já estão em andamento. No trecho que margeia o Sítio Pimental, onde ocorrerá o barramento do rio, os construtores da usina estão fazendo a primeira ensecadeira – pequena barragem provisória para desviar parte do curso da água e permitir que se trabalhe em seco na construção do “paredão” da barragem definitiva -, como constatou a equipe do Movimento Xingu Vivo para Sempre (MXVPS) neste domingo, 15.
Fonte: CIMI
Autor: Renato Santana
Três projéteis percorreram, no início dessa semana, o acampamento indígena Ketyjug Tentu (Três Soitas), disparados de matagal vizinho à área onde vivem 13 famílias Kaingang, num total de 70 índios, no município de Santa Maria, região central do Rio Grande do Sul. Ninguém se feriu.
Fonte: Carta Capital
Autor: Fernando Vives
Rezam os livros de história que, quando Dom João VI correu do Rio de Janeiro em 1821 de volta à Portugal, raspou os cofres e deixou um território gigantesco para ser administrado por seu filho, Dom Pedro. Este, sem muito talento para a coisa e de pires na mão, iniciou a história independente de um país que já nascia adiando suas necessidades e obrigações.
Ou seja: nascia o Brasil que conhecemos.
A partir daí, quase tudo o que constitui uma civilização ocorreu no Brasil tardiamente, e daquele jeito bem mais ou menos. Ou então ainda não ocorreu. A primeira universidade brasileira surgiu no século XX, centenas de anos após nossos vizinhos terem as suas. Escola pública universal é uma conquista recente, e só ocorreu quando a qualidade dela já não era das melhores. Os surtos de dengue se repetem a cada verão. E o respeito aos direitos humanos ainda está longe dos hábitos enraizados da sociedade.
No último século, lampejos de uma democracia frágil e duas ditaduras, a de Getúlio Vargas e a dos milicos, acabaram por deturpar uma das instituições fundamentais para a evolução de uma sociedade: a polícia.
O brasileiro aprendeu a ter medo de quem veste farda. Nos anos de chumbo, porque a polícia tinha poderes arbitrários para prender quem quisesse. Tem cara de terrorista? Vai preso. Tem cara de bandido? Vai preso. Está sem o R.G.? Vai preso. Está fazendo nada? Vai preso por vadiagem. E assim foi por muitos anos. Se perguntassem a um policial nos anos 1970 sobre qual era a prioridade de seu trabalho, a resposta padrão seria “manter a ordem”, e não “proteger a sociedade”. O cassetete virou política.
Isso porque, na prática, a polícia defendia os governantes da própria população, porque uns queriam ser representados e outros se outorgaram o direito de representar. Estavam em lados opostos, algo que não faz sentido, em tese, em uma democracia – em que você pode cobrar quem elegeu como representante.
A polícia é um exemplo de que a transição da Ditadura Militar para a democracia parece ser mais um capítulo dessa história brasileira na qual as coisas acontecem mais ou menos, das políticas que mudam mas não muito, da evolução que se dá do jeito que der e não do jeito que deveria ser. Podem ter existido casos isolados, mas nunca houve uma real e abrangente ruptura das estratégias policiais da Ditadura com a maneira como as polícias estaduais atuam hoje.
Três fatos desta semana exemplificam esse fato: a ação da PM paulista na chamada Cracolândia, zona central de São Paulo tomada por viciados; a violência gratuita de um policial, também da PM paulista, contra um estudante da USP; a ação repressiva da polícia do Piauí contra estudantes que protestavam contra o aumento da passagem de ônibus.
O que podemos fazer para acabar com o problema do crack no centro da maior cidade do País? Borrachada em viciado, impugindo-lhes propositalmente “dor” e “sofrimento”, relegando a segundo plano a ação de saúde pública e de assistência social. O que fazer com estudantes a protestar contra o aumento da passagem de ônibus? Borrachada neles, como se fossem revolucionários comunistas tentando tirar o milico de plantão no poder do País.
É importante frisar que ser um policial competente no Brasil é um sacrifício digno de odisséias bíblicas. O salário é baixo, sobretudo se comparado ao risco que ele corre todos os dias. Quase nunca ele tem ao seu dispor uma boa estrutura para exercer o ofiício. E ainda tem grandes chances de receber instruções deturpadas no que se refere aos direitos humanos.
As autoridades já deveriam há muito tempo ter criado uma política nacional para a ação policial, seja esta sob jurisdição estadual ou municipal. Polícia que bate sem contexto de legítima defesa é polícia subdesenvolvida. A incapacidade das corporações policiais em resolver os problemas sem o cassetete mostra um país a evoluir do jeito que dá e não do jeito que deveria ser. É o rescaldo da Ditadura, que nos lembra diariamente o quão longe ainda estamos de sermos uma civilização avançada, não importa o quão bem caminhe nossa economia.
Fonte: Geledes
Autora: Sueli Carneiro
Há coisas essenciais sobre o racismo no episódio ocorrido no restaurante Nonno Paolo com um menino negro.
Eu não estava lá, mas pela reação de indignação da mãe da criança e seus amigos é lícito supor que a criança em questão, seja amada e bem cuidada, portanto, não estava suja e maltrapilha como costumam estar as crianças de rua que encontramos cotidianamente na cidade de São Paulo.
Então, a "confusão" de quem a tomou, em princípio, por mais uma criança pedinte se deveu ao único traço com o qual a define a mentalidade racista: a sua negritude. Presumivelmente, o menino negro era o único "ponto escuro" entre os clientes do restaurante e para esse "ponto escuro" há lugares socialmente predeterminados dos quais restaurantes de áreas consideradas "nobres" da cidade de São Paulo estão excluídos.
Para marcar a história e 2011, uma foto ficou gravada na mente e no coração de brasileiros e brasileiras. Uma jovem de 22 anos está sentada numa cadeira, mãos sobre as pernas, olhar em pé, firme, forte, penetrante, altivo. É Dilma Rousseff, presa por três anos, torturada por lutar por democracia, sendo interrogada em 1970. Em 2011 é a primeira mulher presidenta da República.
O aumento do salário mínimo vai injetar 47 bilhões de reais na economia brasileira, segundo cálculos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O órgão divulgou nesta terça-feira 27 uma nota técnica sobre os impactos na economia do novo valor do piso nacional, que passa a vigorar no dia 1º de janeiro.
Serra Pelada (PA) – Ao longo da década de 1980, mais de 80 mil garimpeiros tomaram conta de Serra Pelada, no sudeste do Pará, na maior corrida do ouro da América Latina. Alguns conseguiram extrair alguns quilos do metal do imenso buraco que cavaram, conhecido como “formigueiro humano”. Outros, com suas equipes, retiraram toneladas. Mesmo assim, poucos conseguiram poupar e investir corretamente o que conseguiram acumular na época.
Fonte: Agência Câmara de Notícias
Autora: Mariana Starling
A atual crise econômica e financeira mundial tem de positivo o fato de que está suscitando debates, há muito amortecidos, sobre a gravidade e a profundidade das crises do capital. O mundo de paz e prosperidade, prometido pela propaganda neoliberal, especialmente após o colapso da União Soviética e do socialismo do leste europeu, está se transformando rapidamente não só num mundo hipócrita e perigoso, como acentuamos em comentário anterior, mas também de desemprego, pobreza e desesperança nos países que antes se arrogavam os centros desenvolvidos e ricos do planeta.Nessas condições é natural que ressurjam, com ênfase cada vez maior, perguntas sobre os caminhos reais do capitalismo. Afinal, qual a natureza da presente crise e para onde vai esse modo de produção que se proclamava eterno? Muitas pessoas se perguntam se a crise atual é igual à de 1929, ou tem algo de diferente.
Por Joceline Gomes
O Diário Oficial da União publicou na última quinta-feira (1), a certificação de mais 43 comunidades quilombolas. Com estas certificações, a Fundação Cultural Palmares alcança 1.760 comunidades certificadas e completa o 13º Livro de Cadastro Geral das Comunidades Remanescentes de Quilombos, com 200 certidões de autodefinição.
Nos últimos dias algo tem chamado atenção mídias afora: o “Movimento Gota D’Água” utiliza atores famosos para tratar de uma questão específica, a Usina de Belo Monte, somando argumentos sócio-ecológicos a uma crítica do elevado investimento do governo federal no empreendimento. É tudo muito bacaninha, com discursos decorados por profissionais na arte de parecer algo que não são- enfim, instrumentos perfeitos para a terceirização do embate político. Mesmo sendo uma cópia sem originalidade alguma de uma campanha norte-americana, considero o fenômeno interessantíssimo, já que elementos únicos de nossa realidade política trazem novo conteúdo ao formato de marketing já testado nos EUA. No Facebook, por exemplo, tenho visto pessoas que possuem muito pouco hábito de engajamento em questões sociais compartilhando os links dos vídeos, quase sempre com alguma frase em apoio, o que em uma democracia seria, a princípio, algo a ser sempre louvado. A partir dessa observação, algumas perguntas me surgiram: como uma questão que, de modo geral, estava em segundo plano na hierarquia de interesses da sociedade brasileira, foi alçada de maneira tão rápida ao status de prioridade no debate público? Podemos chamar isso de debate público ou é um fenômeno de outra natureza? Qual interesse por trás disso tudo? O objetivo deste texto não é oferecer respostas a essas perguntas, mas usá-las como ponto de partida para simplesmente pensar sobre o que está ocorrendo.
No dia 01 de novembro de 2011, o Advogado do Movimento Sem Terra em Goiás (RENAP-GO), Allan Hahnemann Ferreira e a estagiária Andryelle S. Ferreira, ambos representando o Cerrado Assessoria Jurídica Popular, quando se deslocavam para Varjão-GO, para atuar num processo de prisão que envolvia um trabalhador do Movimento Sem Terra, receberam uma ligação de um membro da Direção Nacional do MST informando que haviam sido detidos mais de 50 trabalhadores do movimento na Cidade de Acreúna - GO em decorrência de suposto crime ambiental.
Relatório que denuncia violação de direitos humanos em mineração de urânio na Bahia será lançado na UFBA
O “Relatório da Missão Caetité: Violações de Direitos Humanos no Ciclo do Nuclear” será apresentado pela socióloga da PUC-SP, Dra. Marijane Lisboa, relatora para o Direito Humano ao Meio Ambiente da Plataforma Dhesca Brasil (Direitos Humanos Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais), às 14 horas, do dia 25 próximo (sexta-feira), no auditório do Instituto de Geociências da UFBA, numa realização do “Geografando nas sextas: o campo baiano em debate”. Em Salvador, o evento é promovido pela Pós-Graduação em Geografia, Mestrado em Economia/Projeto GeografAR da UFBA e Rede Brasileira de Justiça Ambiental e contará com depoimentos de representantes das comunidades atingidas e de trabalhadores. A apresentação do relatório acontecerá também em Caetité (26/11) e Vitória da Conquista (28/11).
No início da manhã desta sexta-feira (18), por volta das 6h30, a comunidade Kaiowá Guarani do acampamento Tekoha Guaiviry, município de Amambaí, Mato Grosso do Sul, sofreu ataque de pistoleiros, cerca de 40, fortemente armados.
Fonte: Comissão Pró-Índio de São Paulo/ Brasil de Fato
Autora: Bianca Pyl
O livro “Terras Quilombolas em Oriximiná: pressões e ameaças” traz dados preocupantes que evidenciam os desafios enfrentados pelas 35 comunidades quilombolas do município paraense de Oriximiná, na região Amazônica, para proteger suas terras mesmo aquelas já tituladas.
Fonte: www.miraculoso.org.br
A maior parte das pessoas com quem tenho falado sobre os graves problemas do Setor Noroeste se importa ostensivamente com (a) a agressão ao ambiente natural do cerrado e ao equilíbrio da Bacia do Paranoá, (b) o transtorno no trânsito de automóveis e ônibus que devem cruzar a Asa Norte num padrão bem diferente do que ocorre na Asa Sul com "seu" Setor Sudoeste, (c) o desrespeito à terra indígena do Santuário dos Pajes, externalizando o desejo de ver o projeto imobiliário se transformar em algo realmente ecológico pelas mãos de verdadeiros e milenares praticantes de melhor manejo que esses especuladores da TERRACAP conseguem produzir.
Mas há um ponto adicional, que não escapa sobretudo aos que não se chocam tanto com os pontos (a), (b) e (c), e que pensam seriamente no Noroeste como um bairro como outro qualquer, em termos imobiliários: QUEM CONSEGUE COMPRAR UM IMÓVEL DESSES?
Ninguém que eu conheça consegue comprar um imóvel desses. Não são imóveis, são outra coisa, sinistra, oculta. Paranóia?
Pesquisadora que participou do estudo da OIT sobre o trabalho escravo afirma que esse modo de produção tem ganhado espaço na era da globalização. Foto: Cícero R. C. Omena
O trabalho escravo rural no Brasil é uma das peças que constituem o desenvolvimento do capitalismo de ponta no país. Divulgado na terça-feira 26, um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) traçou um perfil dos trabalhadores e empregadores desse processo. Adonia Prado, pesquisadora Grupo de Estudo e Pesquisa Trabalho Escravo Contemporâneo da Universidade Federal do Rio de Janeiro e que participou do estudo, alerta que esse tipo de trabalho, abolido em 1888, faz parte da estrutura do capitalismo avançado e da produção de commoditties atuais.
Fonte: Adital
Por: Camila Queiroz
As organizações Solidariedade Suécia – América Latina (SAL) e Swedwatch, que supervisionam atuação de empresas suecas em países em desenvolvimento, apresentaram o relatório O dinheiro das pensões suecas em companhias mineiras que não têm ética. No documento, pedem mais atenção das administradoras de fundos de pensões às mineradoras na qual investem.
A social-democracia prometeu um futuro melhor para as gerações seguintes, algo como a elevação permanente da renda nacional e das famílias. Chamou-se isso de “estado do bem-estar social”. Era uma ideologia que refletia o ponto de vista segundo o qual o capitalismo poderia ser “reformado” e assumir uma face mais humana. A solução social-democrata tornou-se uma ilusão. A questão é: o que irá tomar o seu lugar? O artigo é de Immanuel Wallerstein.
Immanuel Wallerstein
Morreu no Hospital de Urgências de Teresina, Esmeralda Fernandes, moradora do bairro Parque Piauí e voluntária da Rádio Comunitária Verona FM.
Com problemas cardíacos, Esmeralda estava internada quando recebeu a notícia do fechamento da Rádio Verona, ocorrido na sexta feira (16), na qual dedicou os últimos 14 anos de sua vida.
Terra Indígena Buriti de Mato Grosso do Sul
Nós, representantes do Conselho Indigenista Missionário, Conferência dos Religiosos do Brasil, Comissão Pastoral da Terra, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e lideranças indígenas, presentes na Assembleia Regional do Cimi/MS, vimos manifestar nosso repúdio e indignação pela prisão das lideranças do Povo Terena da Terra Indígena Buriti, município de Sidrolândia e Dois Irmãos do Buriti. A prisão foi executada ontem (29/08) por força de decisão da Justiça Federal de Campo Grande.
A Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde apresenta o Prêmio Victor Valla de Educação Popular em Saúde, em reconhecimento ao trabalho deste professor, pesquisador e militante social.
A Recid SP em parceria com diversas organizações sociais está contribuindo com a organização do 8º Encontro Nacional Fé e Política que acontecerá no mês de outubro na cidade de Embú das Artes em São Paulo. Participe!
Para maior informações baixe o folder do encontro.
Entrevista - Nos próximos meses serão coletadas assinaturas para que as propostas de uma iniciativa popular de reforma política sejam levadas ao Congresso e tramitem como projeto de lei. José Antônio Moroni, da Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma do Sistema Políitco, apresenta a inciativa e discute suas perspectivas.
Atualmente, a população mundial conta com mais de 6,8 bilhões de pessoas. De acordo com dados da ONU e seu órgão para Agricultura e Alimentação (FAO), 925 milhões desse total passam fome. Trata-se de um contingente equivalente a 5 vezes o total da população brasileira! Além disso, vale registrar que as crianças são as que mais sofrem com tal quadro. Quase um terço das crianças nascidas no chamado Terceiro Mundo, ou seja, 180 milhões, apresentam problemas de desenvolvimento físico e intelectual em razão de problemas de subnutrição nos primeiros 5 anos de vida.
O plano de erradicação da extrema pobreza terá três eixos: transferência de renda, ampliação de serviços públicos e ações de inclusão produtiva.
Não foi o choro a marca maior da posse de Dilma, a primeira mulher presidenta do Brasil, e de Gilberto Carvalho, Ministro-Chefe da Secretaria Geral da Presidência da República. Foram outras duas coisas: a presença de povo e movimentos sociais e os compromissos assumidos nos seus discursos de posse. Texto de Selvino Heck.
O mundo irá mudar depois destas revelações? A questão é saber qual das globalizações em confronto - a globalização hegemônica do capitalismo ou a globalização contra-hegemônica dos movimentos sociais em luta por um outro mundo possível - irá se beneficiar mais com as fugas de informação.
Artigo escrito pela jornalista Natália Viana sobre a importância do projeto Wikileaks e a abrangência que suas publicações tem alcançado, chegando inclusive ao corpo diplomático e governamental brasileiro.
Assumir nossa responsabilidade seria a atitude mais corajosa para mudar nosso país, mas não apenas para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016 com o compromisso principal de proteger os estrangeiros que estarão aqui. Claro que eles merecem segurança, mas porque não protegemos a nós mesmos e nos reinventamos como nação? O povo brasileiro não precisa de heróis, nem de vilões. O que vai levar à solução não é levantar as armas, mas o contrário: baixá-las. Pegando o jargão do filme Tropa de Elite II, que diz que “o inimigo agora é outro”, a pergunta que poderia vir junto voltada para nossa realidade é quem é este inimigo? O outro mesmo, ou nós mesmos? O artigo é de Luciana Burlamaqui.
"Quem associar pobreza a violência estará, involuntária e inadvertidamente, justificando o procedimento do policial", afirma Luiz Eduardo Soares. Entrevista concedida ao Le Monde Diplomatique Brasil na Edição de agosto de 2010.
Análise de Jaime Amparo-Alves publicada no Brasil de Fato - No país do futebol, o estado de exceção e a política do terror urbano
Artigo de Selvino Heck onde analisa a crise econômica européia a partir do caso da "boa aluna neoliberal" Irlanda, um dos países mais afetados, e a atual inversão de posições no tabuleiro global dos projetos e nações.
A Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Legislação Participativa convida a todos para o debate sobre Trabalho Escravo em Goiás. O evento acontecerá no dia 24 de novembro (quarta-feira), às 8h:30m, no Auditório Professor Luiz Palacin da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Federal de Goiás - UFG - Campus Samambaia.
A Bancada Ruralista da legislatura 2006/2011 perdeu 51 de seus 117 integrantes. A Bancada era composta de 117 deputados, mas por diversos motivos (cassação, renuncia, novos cargos e falecimento) seis deles foram impedidos de concorrer. Além disso, dos 51 que não voltarão à Câmara dos Deputados, 31 foram derrotados nas urnas e 20 optaram por não se candidatar. Assim, a Bancada ficou reduzida a 111 parlamentares e, entre estes, 60 (54,1%) foram reeleitos. Isso significa que a atual bancada perdeu 45,9% dos seus membros.
Corre solta na internet uma guerra – e, como toda guerra, sem qualquer ética – de manipulação da informação, agora tendo como aliados partidos de oposição e os setores mais retrógrados das igrejas católica e evangélica, incluindo velhas e conhecidas organizações como o Opus Dei e a TFP.
Venício Lima
Dom Erwin Kräutler é um dos quatro ganhadores do Prêmio Right Livelihood 2010, um prêmio Nobel Alternativo, que honra o poder de mudança nas bases. A entidade publicou a informação nesta quinta-feira,30. Segundo os organizadores, dom Erwin recebeu o prêmio "por uma vida dedicada ao trabalho com direitos humanos e ambientais dos povos indígenas, e por seu incansável esforço para salvar a Amazônia da destruição”.
Texto de referência para exposição no XI Seminário Internacional Ética na Gestão – "Ética, Direito e Democracia" promovido pela Comissão de Ética Pública da Presidência da República, em 27/9/2010
Hoje, a soja dos brasileiros contém 50 vezes mais veneno do que em 1998. O aumento expressivo do uso de agrotóxicos é a indicação clara de que estes últimos e os transgênicos fazem parte de um mesmo modelo, onde a dominação do mercado de sementes e insumos está nas mãos de um pequeno grupo de grandes corporações.
A violência de gênero atinge mulheres brasileiras de Norte a Sul do país, de todas as classes sociais, etnias, credos, raças e opção sexual. Seja por culpa do sistema patriarcal, seja pela falta de debate sobre o tema, o fato é que uma mulher é espancada a cada 15 segundos e dez são assassinadas diariamente no Brasil
Alguns anos após o que pode ser considerado o ápice do conjunto de experiências piqueteras, como se encontra a situação destas organizações e suas lutas atualmente? Que lições preliminares podemos apreender daquilo que pode ser rastreado desta experiência ainda em curso?
A interdição do debate verdadeiramente público de questões relativas à democratização das comunicações pelos grupos dominantes de mídia funciona como uma censura disfarçada. Este é o “efeito silenciador” que o discurso da grande mídia provoca exatamente em relação à liberdade de expressão que ela simula defender.
O 6º Encontro da RECID Centro-Oeste, na Chapada dos Guimarães, Mato Grosso, com o tema 'Impactos do Capital no Centro–Oeste' e o lema 'Resistência dos Povos pela Vida nos Biomas do Centro-Oeste', foi marcado pelo frio. Quem escolheu o lugar do Encontro por ser turístico e frio teve direito a tudo e um pouco mais.