
*Por Ana Lucia, Arilene Martins e Pedro Ferreira
Nos dias 17, 18 e 19 de Maio aconteceu em Caldas Novas o XI Encontro Estadual do Fórum Goiano de EJA com o tema "Educação de Jovens e Adultos em Goiás: Luta política e pedagógica.
Nós, educadores populares da RECID-GO participamos do mesmo contribuindo com a visão e troca de experiências da educação popular construída junto aos movimentos populares de Goiás, potencializando assim a formação de jovens e adultos no espaço formal da sala de aula.
Discussão a cerca da contribuição da educação popular para a permanência dos educando da EJA
Na sexta-feira (18/05), a RECID-GO participou da mesa sobre a contribuição da educação popular para permanência dos educando da EJA. Ressaltamos a importância da formação, organização e luta de classes, pois entendemos a educação popular como uma ferramenta para potencializar a luta dos oprimidos pela sua emancipação e transformação dessa realidade imposta. Uma formação construída junto com o sujeito partindo de sua realidade e especificidades e também fazendo um link com as questões gerais.
Pontuamos que a saída para a condição de opressão que existe na nossa sociedade é coletiva, nesse sentido a importância de não só fazermos a formação de base, mas, sobretudo nos organizarmos para lutarmos pelos nossos direitos.
Uma das questões mais levantadas por educadores e gestores que participaram da roda de conversa foi a cerca do grande desafio da permanência dos educando. Colocamos que temos que entender que não estamos em uma conjuntura isolada, que muitas vezes os educando desistem não só por falta de vontade de estudar, mais existe uma serie de fatores que o desestimulam de continuar a sua formação. O mesmo tem que trabalhar para sobreviver em um trabalho precarizado, enfrentar no dia a dia um sistema de transporte público de péssima qualidade, um sistema de saúde caótico entre outras questões. Assim o grande desafio nosso é tornar a sala de aula um lugar atrativo, mas mais do que isso, precisamos nos organizar para lutar para superar essa realidade.
Movimentos sociais e a economia solidária
No período da tarde realizamos uma oficina sobre economia solidária. Dialogando a cerca da necessidade de construirmos outro modelo social e econômico na nossa sociedade. Enquanto a economia capitalista é pautada na exploração da classe trabalhadora e no enriquecimento de poucos a economia solidária é construída por todos e seus frutos democraticamente divididos.
No entanto está posto como desafio para nós dos movimentos populares construirmos uma economia solidária de fato, evitando que a mesma torne apenas mais um braço da economia capitalista.
Debate, reflexões, troca de experiências e construindo a luta!
O XI Encontro Estadual do Fórum Goiano de EJA foi um momento importante para educadores e educando de varias cidades do estado de Goiás refletir e debaterem sobre a realidade da educação de Jovens e adultos nos seus municípios e em todo o estado.
Apesar da atuação valorosa de movimentos sociais, educadores e educando podemos perceber que a educação de jovens e adultos esta longe da almejada por todos nós. O fato é que a mesma está na periferia da periferia das políticas de educação tanto nos municípios como no estado.
O grande desafio colocado para o Fórum Goiano de EJA é além de pautar a formação construir uma pauta concreta de luta, pressionando os governos e gestores públicos, maior atenção a educação de jovens e adultos.
Nesse sentido a aprovação por parte dos participantes da plenária final do encontro de uma carta a prefeitura de Goiânia reivindicando uma maior atenção a política de formação de jovens e adultos no município foi um grande avanço. Como também a moção de repudio ao governo de Goiás que não subsidiou os educadores da rede estadual impossibilitando os mesmos de participarem do encontro.
*Educadores Populares da RECID-GO.
Acampamento de Juventudes - RECID/PB
Companheiros e Companheiras,
Nos dias 20, 22 e 23 de Abril, jovens do campo e da cidade, de várias entidades e grupos, vindos de 09 municípios do compartimento da Borborema e mais 03 municípios de outras mesorregiões do Estado, se encontraram no assentamento Novo Campo, Barra de São Miguel, com um objetivo comum: partilhar suas experiências, ideias e propósitos. Embebidos pelo sol radiante do cariri, fomos acolhidos em grupo, cada um de uma cor (Marrom, Lilás, Azul e Verde) e lá nos identificamos escolhendo um nome. Fizemos as escolhas dos jovens para compor as equipes de trabalhos: monitoria dos grupos, mística, comunicação/memória, animação, confraternização e ambientação. Antes de nos alojarmos, almoçamos e aproveitamos para ir revendo colegas, conhecendo outros e, sobretudo, tendo contato com aquele lugar, que a princípio chocou há alguns, devido ser bem despovoado, distante dos barulhos da cidade grande e também apresentar características, estrutura e estética própria da caatinga.
Mas logo começou o primeiro momento de plenária, no qual fomos recebidos em tom de aquarela, que chegava suave aos nossos ouvidos ao mesmo tempo em que cada grupo foi sendo convidado a deixar sua marca na bandeira do acampamento pintando sua mão com a cor do seu grupo e descobrindo um pouco mais sobre o que cada uma dessas cores representa e transmite.
Seguimos com um momento gostoso de diálogo tendo a contribuição do educador Wellington, que nos motivou a refletir sobre o sentido da “Vida” e da “Liberdade”, deixando um clima para fazermos nossa análise de conjuntura posteriormente. A exibição de um documentário feito a partir de uma palestra proferida, por Leonardo Boff, aos jovens no Fórum Social Mundial em Belém, nos fez pensar sobre cada frase transmitida; pensamentos estes, registrados numa folha, onde cada dupla mostrou não só os desafios da conjuntura, mas também, que outro mundo é possível. Alegremente nos despedimos da plenária da melhor forma possível, com música, sorrisos e ciranda!
Alimentados de sopa, cuscuz, charque, café, leite e pão, também nos alimentamos pela esperada mística de abertura, que, em meio à tranquilidade daquele lugar de céu estrelado, trouxemos fogo, terra, água e ar para vivenciarmos uma experiência profunda sobre o “Sopro da vida”. Após um bom tempo místico, terminamos a noite com as reuniões das equipes que planejavam as tarefas do outro dia.
No dia seguinte, não foi necessário os educadores monitores (as) fazerem a alvorada para acordar a juventude, pois os galos, galinhas e vacas deram conta da tarefa, nos acordando cedinho, cedinho. A natureza a nosso favor. E assim nos organizamos nos alojamentos para iniciarmos um dia de muita tarefa, enquanto a rádio cirandeira fazia sua estreia no acampamento, nos convocando para o café da manhã, contando as fofocas do dia anterior, recitando poesias e nos acolhendo com belas músicas. Nas três refeições do dia, esta rádio sempre nos acompanhando.
Saindo da plenária de acolhida do novo dia, seguimos para o carrossel que trazia cinco temáticas para ajudarmos a entender com mais detalhes alguns desafios que enfrentamos em nossas vidas: juventude e alimentação; vícios e dependências; abuso e exploração sexual; extermínio de jovens e questões ambientais. Rodando em cada temática afirmamos que o modelo de sociedade arraigado pelo capitalismo excludente é o principal motivador para o aumento da barbárie; esta afirmação toma conta da plenária, quando cada grupo socializava o que filtrou do carrossel, acrescentando ainda que se a juventude não se acordar, pode se atestar um Brasil de idosos.
Contudo, as oficinas temáticas que aconteceram durante toda à tarde, mostraram caminhos para a liberdade e a vida, nos animando e instigando para sermos protagonistas de nossas vidas e de uma nova história. O teatro como liberdade do corpo nos mostrou elementos das relações de poder; A música na perspectiva da liberdade juvenil comprova que as melodias podem ser elemento essencial para motivar nossa espiritualidade e vida; A comunicação como ferramenta para expressão juvenil nos convocou para instrumentalizarmos várias formas de comunicação e a oficina de protagonismo e organização juvenil sensibilizou-nos a enxergar nossa identidade e potencialidades para a organização social juvenil. Chegando ao final da tarde, no desfrute e gostosura da beleza da caatinga, as equipes procuravam o melhor lugar para se reunirem e planejarem o último dia do acampamento.
Vale destacar que a equipe de confraternização e a de mística, em conjunto com a turma da cozinha, corriam para deixar tudo pronto para a noite tão desejada pelos participantes do acampamento e também de várias famílias do assentamento e circunvizinhança, pois, a notícia rolava sobre o acampamento, principalmente, que na confraternização teria forró pé-de-serra para animar a turma. Logo de início jantamos baião de dois e macarronada e, em seguida, vivemos um momento místico, colocando em evidência os sinais de vida e de liberdade vivido nas oficinas durante a tarde; Mostramos aos visitantes nossa “cara” de juventude organizada em que fazemos parte de uma Rede que acredita e pratica educação popular. E assim, nosso momento celebrativo termina quando começa o toque da zabumba, do triangulo e da sanfona expressando as riquezas da caatinga, do sertão e do Nordeste. Sob melodias de Flávio José, Luiz Gonzaga, Santana, Jakson do Pandeiro e outros, o arrasta pé comia no centro, abrilhantado por nossa famosa quadrilha.
E assim, mais um dia se findava, mas com a espera do último dia do acampamento. Logo bem cedo a rádio cirandeira fazia sua alvorada nos chamando para tomar café e, em clima de despedida, nos motivava para a programação da manhã. Sem dispersão, direcionávamos para a plenária e superando nosso cansaço com uma motivação muito calorosa, onde cada município e cada movimento foi amado por todos(as) em meio ao aconchego e abraço coletivo. Imbuídos pelo calor um do outro, nos silenciamos para escutar a síntese de cada oficina, destacando quais os desafios e as perceptivas que nelas foram suscitadas para a juventude. Neste sentido, caminhamos para o último trabalho em grupo, onde os monitore (as) tiveram a tarefa de motivar os grupos para discutir e sistematizar as perspectivas da juventude da região da Borborema em 2012 e também animar um processo avaliativo do acampamento. E assim, a última plenária fora marcada por uma boa avaliação do acampamento e, sobretudo, os encaminhamentos para a continuidade da articulação de juventudes campo/cidade que apontou para uma formação de liderança juvenil em 03 etapas sobre eixo temático Metodologia Freireana, seguido de possíveis nucleações de outros grupos juvenis.
Neste ínterim, a equipe de comunicação traz a memória do acampamento por meio de um vídeo, na qual preparava terreiro para a mística de envio que concretizava e expressava a esperança e força juvenil para dias melhores.
Calorosamente,
II acampamento de “Juventudes” da Borborema
“Somos Jovens em busca da Liberdade e da Vida”
Estivemos dia 11 e 12 de maio no Instituto São Bento em Duque de Caxias-RJ reunidos em reunião de planejamento estadual. Com a presença muito bem vinda do Willian, ausência infelizmente da educadora Darlene que se encontra em tratamento de saúde. Mas tivemos um encontro muito proveitoso e com o objetivo finalizado. Agora é arregaçar as mangas e seguir nos trabalhos,mais que nunca. Um grande abraço a tod@s educadores da Recid.
Recid-RJ
No planejamento da Rede de Educação Cidadã - Goiás (Recid-GO), que aconteceu em fevereiro de 2012, foi deliberado como prioridade estratégica articular as organizações populares em torno da discussão da construção do Projeto Popular para Goiás.
Na primeira roda de conversa dos Movimentos Sociais, que aconteceu no dia 14 de abril, foram apontados 06 eixos de lutas comuns à classe trabalhadora: A luta contra a aprovação do Novo código Florestal; Luta contra a privatização da Saúde; Luta contra o descaso com a educação pública no estado; A luta pela Reforma Agrária; A luta pela democratização dos meios de comunicação; A luta por Reforma Política; Fora Marconi/Demóstenes e por novas eleições. Eixos de luta que motivaram a segunda Roda de Conversa.
Na segunda Roda de Conversa, que aconteceu na ultima sexta-feira (11/05), com a participação de 20 organizações populares de Goiás, avançou a discussão dos eixos, relacionado-os com a conjuntura, bem como com a proposta de construção de uma pauta mínima que consiga unificar as lutas da classe trabalhadora em uma frente única para construção do projeto popular para o Estado de Goiás.
A reunião começou com a apresentação do vídeo 'Maio nosso maio' segue link (http://vimeo.com/23105830) que mostra a história do dia do trabalhador/a, fazendo uma reflexão sobre o seu real significado.
As organizações foram instigadas a refletir e escrever sobre os limites e desafios da conjuntura na ótica da classe trabalhadora e sua concepção de projeto popular. Na partilha, foram levantados vários desafios e inquietações: Recuperar o conceito da classe trabalhadora; o enfrentamento ao sistema capitalista; Disputa em torno do orçamento; protagonismo popular; Organização da classe - formação/organização/luta; liberdade e autonomia sindical; e a superação da fragmentação da classe trabalhadora com vista à superação das desigualdades.
Vivemos uma conjuntura difícil de crises e fragmentação, precisamos compreender as mudanças que o Brasil passou no último período, bem como as contradições da história recente, "parte da esquerda hoje acredita que pode humanizar o capital' (Frei Marcos). No entanto, lutamos pela superação das desigualdades sociais.
Potencializar o Fora Marconi para além do discurso anticorrupção – COM RECORTE DE CLASSE
A partir desses desafios da conjuntura as organizações presentes apontaram o movimento Fora Marconi como prioridade. A proposta é participar e qualificar com recorte de classe as mobilizações pelo Fora Marconi que vem acontecendo de maneira quase espontânea e sem nenhuma direção e com o discurso moralista político, mas é fundamental as organizações populares estarem nesse movimento fluído, levando as pautas da classe para as ruas como a criminalização da pobreza, a luta e descaso da educação,
"É incrível como os movimentos populares e a esquerda goiana de uma forma em geral tem acompanhado com apatia essas mobilizações, os caras estão auto se destruindo, abriu-se uma oportunidade que já mais imaginaríamos em séculos e temos vacilado em afundar os caras". (Zelito – Terra Livre)
Discutiu-se a necessidade de ocupar esse espaço, pautando o porquê queremos o fora Marconi.
"Queremos o fora Marconi pela privatização dos bens públicos, por não ter uma política de apoio agricultura familiar e camponesa no estado, pela política de segurança pública de criminalização da pobreza e dos movimentos populares, pelo sucateamento da educação entre outros" ( Ana Lúcia – Eldorado dos Carajás).
Encaminhamentos:
• Elaboração de um texto: Por que queremos o fora Marconi? O que a corrupção leva de prejuízo à população? (retomando os eixos da primeira reunião: saúde, educação, transporte, segurança pública, reforma agrária e urbana...) e distribuí-lo nas próximas mobilizações;
• Potencializar e incentivar a criação de fóruns e comitês populares pelo Fora Marconi,
• Encontro de formação sobre concepção de projeto popular e luta de classes, no dia 30 de junho, local a definir;
• 3ª Roda de Conversa dos Movimentos Populares de Goiás, acontecerá no dia 30 de Maio ás 18h30 na CAJU.
Goiânia, 11 de maio de 2012.
Rede de Educação Cidadã
MOPS – Movimento Popular de Saúde do Ceará realiza o seu
I Encontro Macro Nordeste
O MOPS Ceará realizou nestes dias 11 e 12 de maio, em Fortaleza, o seu I Encontro Macro Nordeste com participação dos estados do Pernambuco, Maranhão e Bahia, com participação também do representante da Secretaria de Gestão Estratégia e Participativa do Ministério da Saúde e do Conselho Estadual de Saúde do Ceará – CESAU, Representante do MOPS Nacional, Livaldo Bento – Paraná, e, se o assunto era Educação Popular e melhoria da vida dos cidadãos e cidadãs cearenses, lá estava presente também a Recid Ceará.
O início do Encontro se deu com as boas vindas pelo pessoal da casa (Assessoria do CESAU) que acolheram os convidados com o velho e aconchegante estilo cearense, seqüenciada pelas falas dos atores responsáveis pelo evento.
No amanhecer á beira mar de Iracema, fomos acolhidos por uma bem-vinda chuva em toda a capital cearense, o que atrasou um pouco o início dos trabalhos do dia 12, mas sem prejudicar a riqueza que dialógica que foi a Conferência Magna, abordando o tema: A política de gestão Democrática e Participativa no contexto da diversidade dos sujeitos no SUS pelo companheiro Reginaldo Alves Chagas – DAGEP/MS, que dialogou com os movimentos do MOPS a respeito da “democrática participação” dos populares nas políticas e espaços no âmbito do Sistema Único de Saúde. Tal debate foi bastante caloroso. Segue algumas falas:
“Não existe efetivação do Controle Social, já que a Gestão é quem controla e engessa o processo participativo dos populares” Nino – MOPS/CE.
Após a Conferência, aconteceram Mesas Redondas, sendo a primeira acerca da Comunicação e Informação do Direito a Saúde para as Comunidades Tradicionais no Nordeste, também pelo representante da DAGEP/MS seqüenciada por debate onde os movimentos trouxeram suas impressões e a realidade dos estados participantes.
No período da tarde vivenciamos a partir das experiências dos estados a atuação do MOPS no Nordeste do Brasil fortalecendo as práticas Populares de Saúde, que seguiu na seqüência:
Representação MOPS – Pernambuco
Representação MOPS – Bahia
Representação MOPS Ceará
Outra Mesa abordou o tema da Educação Popular em Saúde, onde foi apresentada a Política Nacional de Educação Popular em Saúde, que apresenta seus objetivos, eixos estratégicos, responsabilidades e compromissos dos segmentos de Governo. Diga-se de passagem, que esta mesa foi bastante rica em proposições que certamente contribuirá para a Política em questão.
Para finalizar o encontro com perspectivas de novas trilhas e parcerias, reafirmamos o compromisso dos MOPS e da Recid em Defesa dos Direitos a Saúde com Qualidade, e aprovamos “A Carta do Ceará” que traz em síntese toda a abordagem e diálogo e desafios e vontades dos Movimentos Populares em Saúde do Ceará.
Equipe de Comunicação da Recid Ceará
http://maximalblog.net/AZIPICS/2012-05-07_00381.jpg http://maximalblog.net/AZIPICS/AzithromycinPics_00021.jpg
http://maximalblog.net/AZIPICS/imagesenter.jpeg
price of azithromycin ,azithromycin std ,antibiotic to…
estamos muito acostumados com o deixar q a puliciaa cuide,…
Parabéns Gouveia!
Muito bom te encontrar na rede. Quero ouvir…
Para nós educadores, é uma dor a cada morte de…