A liminar da juíza Roberta Monza Chiari, da Justiça Federal, foi emitida ainda de madrugada e suspendeu determinação da Justiça estadual, emitida em 2011 pela juíza Márcia Loureiro, da 6ª vara civil.
Os trabalhadores tomaram a Estrada do Imperador, com bandeiras. Eles passaram toda a madrugada acordados, apreensivos com a expectativa de entrarem em confronto com a Polícia Militar. A segurança da ocupação era feita por sem-tetos em motos e grupos estrategicamente posicionados.
A PM disponibilizou um efetivo de 1.800 – incluindo homens da Cavalaria e do Canil – para realizar a desocupação. Mas os moradores decidiram resistir e se armaram com instrumentos improvisados como tacape com pregos, escudos feitos com antenas de TV e barril plástico, caneleiras de cano PVC, uma lança com uma coroa de bicicleta e faca na ponta.
Na segunda-feira (16), homens no helicóptero Águia da PM atiraram planfletos sobre a ocupação, anunciando que realizariam a reintegração de posse e dizendo que a Polícia não deseja o enfrentamento.
O terreno de 1 milhão e 300 mil metros quadrado está localizado na zona sul da cidade e pertencia à massa falida da empresa Selecta, do grupo do empresário da área da especulação financeira Naji Nahas. No local vivem cerca de 1.600 famílias que construíram casas, comércios e espaços de convivência. Os ocupantes receberam apoio de centrais sindicais, movimentos sociais e estudantis, do chargista Latuff e dos cantores Emicida e Lurdez da Luz.














