Nós da Rede de Educação Cidadã e do Movimento Nacional de Direitos Humanos estamos há muito tempo denunciando as condições de tortura nas instalações e na relação com os apenados. Em conjunto com familiares dos apenados, Movimentos Sociais e sindicais constituímos em 2010 o Fórum de Direito e Combate a Tortura dos Apenados no Presídio. Este Fórum elaborou uma carta denúncia a qual foi entregue a todo tipo de autoridades, desde o Movimento Nacional e Estadual de Direitos Humanos, ao poder judiciário Estadual, Federal e Regional, bem como ao executivo Estadual e Legislativo do Estado. O que era previsível aconteceu. Na quinta feira dia 29/09/2011, juntamente com parentes dos reclusos estive falando com a Juíza Corregedora e a Promotora de Justiça alertando que a situação é de “CAOS” dentro do presídio, onde os apenados fazem greve de fome em protesto a tortura. Tivemos êxito, sendo que a magistrada concordou depois de muita resistência, em requisitar exame de corpo delito nos detentos que apresentaríamos como torturados. Caso não conseguíssemos devido ao medo de represaria, então a Juíza iria escolher por amostragem 11 apenados para o referido exame. Na madrugada para amanhecer o dia 03/10/2011, de tanto sofrer com maus tratos iniciou uma rebelião, tendo como resultado muitos feridos, muitos espancados, dois queimados, um esfaqueado e lamentavelmente um óbito que vem sendo ocultado pela direção do órgão. As mães e esposas como um ato de coragem vem de forma organizada protestando em frente ao Presídio com gritos de guerra, faixas e cartazes, enfrentando a austera força repressiva do Estado, xingamentos entre outras formas de humilhação. Falamos com a Secretária da Execução Penal do Estado, com promotora, com Juíza, com Diretor de Presídio, com Deputada, com Juiz corregedor do Estado, com autoridades da Secretaria de Estado, mas o fato é que os familiares continuam sem notícia dos apenados.














